16/05/2025 06h44
Quanto pior, melhor...
Há pessoas que, ao entrar em uma sala, fazem as flores murcharem, os espelhos se quebrarem e deixam no ar uma energia tão pesada que chega a causar náuseas, dores de cabeça e incômodo. Outras, ainda que aparentem bondade e educação, nutrem no íntimo um desejo mórbido pelo fracasso alheio — só para se sentirem superiores. Não permitem que ninguém brilhe; só elas podem brilhar. Sua inveja é tóxica. Se você compartilha algo com elas, em confiança, pode ter certeza: vão torcer pelo seu insucesso, "rezar" para seus anti-santos e conspirar até que tudo dê errado.
E pra fechar, tem aquelas pessoas que são do contra mesmo, nem são exatamente anarquistas que abominam qualquer forma de governo, mas são do contra por alguma razão que talvez Freud explique, são do contra por que gostam de ser assim, encontram algum tipo de charme ou estranho prazer na atitude.
Olho para o Brasil e vejo uma sociedade complexa, marcada por desigualdades profundas, heranças de um passado colonial e de uma formação cultural muitas vezes subserviente a influências estrangeiras. Temos desafios enormes, mas também avanços inegáveis. No entanto, o que prevalece é um discurso de desesperança. A mídia, as redes sociais e os grupos de oposição parecem empenhados em destacar apenas o negativo, como se o país estivesse fadado ao fracasso. E, para piorar, os algoritmos das “big techs” amplificam essa escuridão, criando uma cortina de pessimismo que sufoca qualquer luz.
Às vezes me pergunto: será que isso só acontece no Brasil? Será que a democracia precisa ser assim? O que vejo é o seguinte: quando um grupo perde uma eleição, imediatamente começa a sabotar o vencedor. Nenhuma proposta é avaliada como razoável ; nenhum acerto é reconhecido. Tudo é motivo para crítica e obstrução. E, na falta de erros reais, inventam-se mentiras — as famosas fake news. Não importa a veracidade; o que vale é a narrativa. O objetivo é claro: impedir que o governo respire, que qualquer medida prospere. E isso se repete em todas as esferas: municipal, estadual e federal.
Há quem defenda que a democracia é isso mesmo — um jogo de tensões, onde oposição e fiscalização são necessárias para evitar abusos e corrupção. Que o poder deve ser questionado, e os conflitos são parte do processo. Concordo, até certo ponto. Mas quando a disputa vira guerra, quando o interesse coletivo é sacrificado em nome de uma vitória ideológica, a democracia deixa de ser um sistema de equilíbrio e vira um campo de batalha onde todos perdem.
O Brasil merece mais do que isso. Merece debate honesto, crítica construtiva e, acima de tudo, vontade genuína de construir — não só de destruir.
Mas...a legião da má vontade esta aí. Pronta para atender aos chamados dos seus líderes e marchar com eles para o inferno...