Bom Dia - O Diário do Médio Piracicaba

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30/11/2022 15h37

FÓRUM DAS ÁGUAS

Coluna de Marcos Martino

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Humildemente, gostaria de sugerir as autoridades, instituições da região, como a AMEPI que vem sendo mais participativa e indutora de desenvolvimento, as CDLs, câmaras dos vereadores, prefeituras, empresas instaladas, universidades, que se debrucem sobre a questão das enchentes que vem se abatendo sobre a região e sobre o clima. Sugiro a criação de um forum, uma conferência, com a presença de engenheiros ambientais, professores, agrimensores, ambientalistas, metereologistas, enfim, de especialistas que possam gerar conhecimento, projetos para que as cidades possam minorar os problemas decorrentes das mudanças climáticas e do processo de urbanização. Sugiro também uma união das mídias, jornais, rádios, sites, pra divulgar os conteúdos e se integrar no esforço. Imprescindíveis pessoas como o Dindão, Eduardo Quaresma, Luiz Valente, Erivelton Braz. Muitas cidades foram construídas à margem dos rios. Então não adianta reclamar com São Pedro. Rio Piracicaba, Nova Era, João Monlevade, Barão de Cocais e até Alvinópolis e Ponte Nova, a vida inteira conviveram com enchentes. Há relatos de enchentes no passado que causaram muitas mortes e miséria. Quer dizer que não é apenas por causa das queimadas ou ocupação do solo, loteamentos, asfalto. O planeta tem seus humores. De vez em quando vem frentes frias, chuvas e tempestades fora da normalidade. Há quem afirme, que com o desmatamento, poluição e despejo de substancias tóxicas no ar e nos rios, tudo se agrava e o regime de chuvas sofre anomalias, como as que estamos presenciando. Penso que existe muita parcimônia também por parte da sociedade como um todo. Quando os rios invadem as ruas e avenidas, há uma comoção, preocupação com prejuízos, gente limpando barro nas paredes, carros empilhados. Mas 3 dias depois vem o esquecimento até a próxima enchente. Essa mentalidade de normalizar a miséria é que precisa mudar. Existem técnicas e tecnologia para lidar com as situações. Ironicamente, talvez meu texto seja chover no molhado. Mas ainda assim eu insisto: se pessoas resolverem sair da inércia e assumirem seus papéis de cidadãos, criando conhecimento e agindo no cotidiano, podemos mudar o mundo. Vamos tentar? 

Em tempo.

Itabira já se adiantou. Tá acontecendo na terra do DRUMMOND o  I GRRSH - Primeiro SImpósio de Gestão e regulação de recursos hidricos. Achei a sigla como título ruim no que diz respeito ao marketing. Mas a temática foi bem bacana.

 

Um amigo me telefonou e deu sua opinião: tem de ser algo local, pois se for grande demais, não dá conta de fazer. Depende. Se a AMEPI se envolver, ter abrangência regional pode gerar conhecimento para beneficiar várias cidades.

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