Bom Dia - O Diário do Médio Piracicaba

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19/05/2022 07h39

JUÍZO FINAL

Diziam que o mundo iria arrasar...

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Quando éramos pequenos em Alvinópolis,  uma das coisas que mais dava medo era ver os adultos falando do fim do mundo. Havia um ditado terrível:  1000 chegará...2000 mil não passará. Eu vivia assombrado com a ideia. Foi um alívio quando chegou o ano de 2001. O pesadelo não passou totalmente. A guerra fria continuou nos assombrando. Só de saber que EUA e URSS tinham armas pra destruir o planeta diversas vezes dava calafrios. Filmes sobre catástrofes nucleares foram vários. Meu pai tinha um ditado:  o mundo arrasa pra quem morre. Os pais são sábios. Mas o planeta, essa maravilha que temos pra usufruir e todos nós seres viventes corremos riscos sim. E não precisamos de meteoros ou cometas. Nós mesmos fabricamos nossos apocalipses. Hoje em dia, duas ameaças principais nos assombram. Uma delas mais lenta, mas não menos mortal: a destruição gradativa das florestas e reservas naturais. O mundo dito produtivo quer avançar suas fronteiras e gerar lucro pros investidores. O agronegócio quer transformar florestas em pastagens, a mineração quer avançar sobre as serras e cavucar o planeta. O ser humano nunca parou de poluir. Mas nada comparado a uma guerra nuclear. Já temos as sementes do apocalipse germinando na Ucrânia. Eles já tem uma amostra...e não é grátis. Enquanto as pessoas buscam refúgios, perdem todo o patrimônio acumulado em uma vida, expulsos da própria terra pela chuva de mísseis. Não sabemos quais serão as consequências de um não sucesso russo. Se Putin resolver usar suas armas nucleares, poderá desencadear a guerra total e as consequências para muitos será o extermínio.Existem muitos bunkers, que podem transformar a humanidade num povo tatu, formiga, vivendo debaixo da terra. Há quem diga que teremos um inverno glacial. Muitos anos sem ver a luz do sol e tudo que estiver na superfície será congelado. E não esperemos que Deus desça a terra pra evitar. Lembram que temos o livre arbítrio? Talvez a nossa natureza agressiva, selvagem, ainda não tenha sido suficientemente pacificada. A história tem seus fluxos e refluxos. Ora progride, ora retrocede. A barbárie quase sempre pivota a civilização e destrói pra reconstruir. O problema é que agora temos meios para um extermínio sem GAME OVER. Pra finalizar peço licença pra fazer o meu comercial. Acabo de produzir um clipe lettering com uma música que fala exatamente sobre o tema do texto. O nome da música é JUÍZO FINAL, composição com a qual vencemos um Festival da Música em Alvinópolis em 1983 com  Grupo Verde Terra. Naquela época haviam muitos festivais pelo país à fora e a música autoral era valorizada, havia muita poesia, melodias, harmonias, arranjos, curiosidade por parte do público. Acabaram com tudo. Não é o fim do mundo?

Obs - A música está no site para quem quiser conhecer. E é uma produção aberta,  no sistema mutante, com adições de elementos até chegar no ponto...  

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