Bom Dia - O Diário do Médio Piracicaba

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08/03/2022 22h10

EU AMO RÁDIO!

Coluna de Marcos Martino

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Ganhei meu primeiro tijolão aos 13 anos de idade, um Sheppard azul que carregava pra todo lado. Nessa época gostava de ouvir futebol e  Rádio Mundial, que nos trazia as novidades sonoras. Nessa época só tinhamos AM (ondas longas, médias e curtas). Quando chegaram as FMS, houve grande revolução, com som estéreo de altíssima qualidade. As rádios tinham uma força incrível e os artistas ficavam loucos pra tocar nas FMs da moda. Em algumas o artista conseguia entrar pela qualidade, mas geralmente, mesmo sendo proibido, muitas vezes rolava jabá. Mesmo por que as próprias gravadoras pagavam pra tocar seus artistas. Os anunciantes por sua vez também investiam direto nas rádios, excelentes para vender de tudo e para campanhas de retenção de marca. Os artistas que conseguiam ser bem executados vendiam muitos LPS e depois CDS, também vendiam muitos shows e o mercado era  turbinado.

MAS CHEGOU A INTERNET

A informática facilitou a vida do ser humano na terra, foi um passo evolutivo maravilhoso. Mas toda disrupção traz consequencias  em diversas áreas. No caso das rádios não foi diferente, pelo menos no que diz respeito à música.  As pessoas mudaram sua maneira de pesquisar e escutar música. Ao invés de adquirir cds, passaram primeiro a baixar suas próprias músicas em mp3 e quando chegaram apps como o spotify e outras plataformas, tornou-se desnecessário até baixar. Cada um pode criar seu playlist e ouvir o que quiser. As rádios e as tvs perderam o antigo poder de quase determinar o que será ou não sucesso ( embora continuem sendo termômetros). Os artistas passaram a dar mais valor aos clicks na internet do que na execução nas rádios.

A VOLTA POR CIMA

Percebendo que as pessoas estavam usando a internet preferencialmente pra ouvir música, chegou a vez das TALKINGS RÁDIOS, rádios que falam,  conversam, interagem, com temas de interesse, com muita resenha. Programas esportivos, de fofocas, resenhas, dicas de saúde, economia, humor. As rádios mais organizadas implantaram gestão mais eficiente, enxugaram, adaptaram, souberam se adaptar à net e criaram novas alternativas de vendas de espaços, criando novas perspectivas de faturamento. As rádios que souberam surfar na onda, colocaram câmeras no estúdio e passaram a transmitir som e imagem pelas plataformas, oferecendo mais um espaço para patrocinadores e audiência.

QUEM PENSAVA QUE O RÁDIO IA ACABAR...ERROU!

Está se adaptando, se renovando e se tornando muito mais interessante.

O FUTURO

Não tenho dúvidas que o futuro é OMNIMÍDIA, é ocupar todos os espaços. Quem tem uma mídia, que pode ser uma rádio, pode ampliar seu raio de ação, ocupando todos os espaços midiáticos. Quem tem rádio pode produzir podcasts e disponibilizar na rede. Pode colocar câmeras no estúdio e virar TV. Pode produzir material exclusivo com artistas. Pode ser sintonizada em qualquer ponto do planeta. São ampliados os espaços publicitários para anúncios. O espaço se multiplica sobremaneira também para os profissionais, para os locutores e técnicos e também para o pessoal do marketing digital. E viva as rádios...

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