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09/07/2021 11h24

JULHO AMARELO

E por que falar dele?

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Por ser uma coluna sobre SEXOLOGIA, muita gente fica esperando que eu fale apenas de assuntos relativos ao ato sexual em si. Mas tem assuntos que são muito preocupantes e que dizem respeito sim  à sexualidade, ao sexo responsável.  Por isso, decidi falar de uma doença séria e silenciosa que tá causando muito mal, e uma das formas de contágio é através do ato sexual sem proteção. Trata-se deuma doença infecciosa que agride o fígado, sendo causada pelo vírus B da hepatite (HBV). O HBV está presente no sangue e secreções, e  a hepatite B é também classificada como uma infecção sexualmente transmissível.

Pois bem. O Julho Amarelo é voltado para a conscientização das hepatites virais. A Hepatite ataca principalmente o fígado e pode provocar consequências graves, como cirrose, câncer e morte.

Existem diferentes tipos de hepatite viral: A, B, C, D e E, e cada um dos tipos é provocado por um agente infeccioso diferente, porém, todos eles no começo tendem a não apresentar sintomas. Com o tempo, surge cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados (icterícia), urina escura e fezes claras. A doença ainda é associada a problemas cardiovasculares, dificuldades cognitivas e até depressão.

Com cada vez mais jovens fazendo sexo de forma desprotegida, o número de ocorrências de doenças sexualmente transmissíveis tem aumentado muito no Brasil, como já acontece no mundo.A falta de prevenção no início da vida sexual vem preocupando as autoridades médicas, como afirma Adele Schwartz Benzaken, diretora do Departamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais.

No Brasil, as formas virais mais comuns de hepatite ou inflamação do fígado são as causadas pelos vírus A, B ou C.

A hepatite B é transmitida sexualmente, e também por transfusão de sangue e compartilhamento de material para uso de drogas, entre outros.

As mesmas formas valem para a hepatite C, mas a transmissão sexual é mais rara, por isso, ela não é considerada propriamente uma infecção sexualmente transmissível.

De acordo com o Ministério da Saúde, milhões de brasileiros são portadores dos vírus B ou C e não sabem,  e corremos risco de desenvolver a doença crônica e ter graves danos ao fígado, como cirrose e câncer.O diagnóstico é feito por meio de exame de sangue e o tratamento pode combinar medicamentos e corte de bebidas alcoólicas.

Lembrando que a vacina contra a hepatite B é gratuita e disponível na rede pública..Ainda não há vacina para a hepatite C.

Como a doença é considerada "silenciosa", é indicado realizar exames de rotina que detectam todas as suas formas.

Hepatite B em números:

- Em 2015, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estimou 257 milhões de pessoas vivem com Hepatite B crônica;

- Também em 2015, a Hepatite B foi a causa de 887 mil óbitos no mundo;

- De 2000 a 2018, foram registradas 74.864 mortes no Brasil por causa do problema. A hepatite C concentra 76% desses óbitos, segundo o último Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais, publicado em julho do ano passado pelo Ministério da Saúde. Felizmente, nos últimos anos o tratamento contra esse tipo da enfermidade evoluiu consideravelmente — se seguido à risca, a chance de cura supera os 95%.

E leiam essa informação com atenção: A infecção ocorre, principalmente, na faixa etária de 20 a 60 anos, ou seja, em pessoas sexualmente ativas. Outras faixas etárias também são acometidas, porém em menor número.

Vale lembrar que, a principal forma de transmissão dessa doença em nosso país é através do ato sexual.

Como se prevenir de uma infecção por hepatite B?

-Sempre usar preservativo nas relações sexuais;

- Não compartilhar objetos de uso pessoal (lâminas de barbear/depilar, escova de dente, material de manicure);

- A Vacina é a principal medida de prevenção.

Tratamento

Na hepatite B aguda, os medicamentos utilizados combatem apenas os sintomas e na hepatite B crônica, muitas vezes são necessários medicamentos que combatam também o vírus (antivirais), para impedir a evolução do quadro para cirrose hepática e câncer de fígado.

Existem 500 mil pessoas no Brasil com o vírus da hepatite C ativo no organismo, com risco de desenvolver cirrose hepática e câncer de fígado”, afirma o hepatologista Paulo Bittencourt, presidente do Instituto Brasileiro do Fígado (Ibrafig).

JULHO AMARELO – Por isso a necessidade de falarmos, orientarmos e incentivarmos a prevenção.

É isso aí pessoal. Sexo é uma delicia, é uma brincadeira saudável e lúdica. Mas sem os devidos cuidados, pode ser muito perigoso. Vamos fazer amor com volúpia e responsabilidade

Nádia Guimarães

Sexóloga e Educadora Sexual

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