Bom Dia - O Diário do Médio Piracicaba

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19/06/2020 08h37

POLÍTICA: Bom Dia entrevista Fabrício Lopes

Bom Dia entrevista Fabrício Lopes

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Fabrício Lopes (AVANTE) vem costurando, se reunido com lideranças, construindo uma rede de colaboradores  muito forte e vê seu nome se consolidando como uma alternativa para administrar João Monlevade nos próximos anos. Administrador por formação acadêmica e sócio proprietário de uma empresa de veículos, ele possui experiência não apenas política, por já ter liderado equipes na administração pública, como conhece a Câmara de Vereadores, sabe como negociar bem e é um gestor em sua empresa de veículos “Auto House”. 
 
BOM DIA - Fabrício, você já fez de tudo na política. Já foi vereador, funcionário, chefe, hoje vice prefeito. Acha que está preparado para assumir a cidade?
 
Fabrício Lopes: Absolutamente tranquilo e voltado para isso. Contribuir para uma cidade que nasci que amo e ajudar as pessoas a melhorar de vida é uma missão que assumi ao entrar na vida pública. Já fiz meu dever de casa. Algumas pessoas talvez não entendam como funciona a Prefeitura. E isso pode fazer o município atrasar, sub-desenvolver. Também existem certos “vícios” que só quem está no front, ou seja, trabalhando em setores conhece de perto e sabe como resolver com agilidade. Também precisamos entender que o prefeito deve trabalhar 24 horas para a cidade. Deve estar por conta de criar soluções, estar presente. É por isso que digo sempre: Monlevade deve parar de olhar para trás e olhar avante. 
 
BOM DIA - Você sabe que quem assumir a cidade não terá vida fácil. Vai pegar uma fase difícil pós-covid, com a economia fragilizada e provavelmente com desemprego e recessão. Qual a receita para lidar com um cenário desses?
 
Fabrício: Na política existe momento e não existe receita de bolo. Nosso otimismo nos faz pensar que estaremos melhores a cada ano. Se não estivermos, faremos os ajustes necessários para sobrar, buscaremos renda fora e não vamos fazer aventuras como obras sem pensar nos custos futuros. Colocar para funcionar o que já existe de forma eficiente, às vezes, dá mais resultado que inventar. Claro, teremos um plano de governo com os pés nos chão, que está sendo desenvolvido ouvindo pessoas. Será  um plano possível de se realizar. É preciso também valorizar os profissionais efetivos de todos os setores como um todo. A população precisa de mais agilidade, diminuir as burocracias.
 
BOM DIA - Há quem diga que Monlevade está parada no tempo. Você pretende investir na atração de empresas pra cidade? Pretende tentar restaurar o distrito industrial e criar novas opções?
 
Fabrício: Já tenho conversas adiantadas com pessoas do meio empresarial para isso. Vamos buscar sim soluções e essa será uma das principais plataformas nossas. Isso permitirá uma interlocução entre secretarias, treinamentos constantes de servidores públicos buscando um norte e planejamento estratégico para administrar nossa cidade. Vamos avante com essa proposta e peço apoio para quem acredita nessa bandeira que pode, indiretamente, favorecer o servidor e gerar emprego e renda.
 
BOM DIA - A área da Cultura também tem tido um investimento muito tímido nas últimas administrações. A Praça do povo por exemplo, embora tenha recebido emenda de deputado, até hoje não teve uma reforma condigna e nenhum projeto nem de feira nem de cultura são realizados lá. O que você pensa sobre a cultura?
 
Fabrício: O que penso sobre cultura é que podemos desenvolver os projetos culturais realocando os recursos de forma mais distributiva. Temos que criar cultura o ano todo, dando oportunidade para nossos artistas. E não é papo furado. Como disse, não fico no passado. O que faremos é um programa de diversidade, com custo distribuído por meses, para atender tanto artistas como população.
 
BOM DIA - As eleições em Monlevade nas últimas décadas tem sido polarizadas entre PT e o grupo dos Moreira/Torres. Vocês estão configurando a terceira via.  Tem sido citados outros nomes fortes
do grupo como do próprio Guilherme Nasser,do Nilo da Brahma, empresário popular e muito bem sucedido, em certo momento até o nome do Machadão foi citado, mas você é que tem assumido publicamente uma candidatura. O grupo tá unido? Tem um bom grupo de vereadores apoiando?
 
Fabrício: Nosso grupo é fortíssimo. Conseguimos reunir pessoas muito boas e esses nomes que você citou são de pessoas que saíram do absoluto zero para conquistar de forma honesta e gerando empregos seu sucesso. A ideia da terceira via é ouvir, conversar, dialogar. Nada de desequilíbrio ou brigas sem sentido. Queremos, como já disse, seguir pra frente.
 
BOM DIA - A política é a arte da negociação. Vocês tem conversado com outros grupos políticos? Há perspectivas de união pra somar e fortalecer ainda mais uma provável candidatura?
 
Fabrício: Sou realista que tem por característica natural ouvir, observar, conversar olhando no olho. Não tenha dúvida que estamos conversando. Temos nossas preferências e vamos sempre dialogar, óbvio.
 
BOM DIA – Você e Simone romperam há muito tempo. Por que você não deixou o cargo?
 
Fabrício: Rompemos politicamente sim. Acontece que tenho compromisso com meu mandato e com cada monlevadense e tenho que honrar os votos depositados na chapa. É a chapa que vence e não a prefeita sozinha. Para mim, o vice é muito, muitíssimo importante. É preciso valorizar o vice e administrar com um aliado ao seu lado. Já vimos exemplos de vices que deram errado, de gente que não valoriza o seu vice e de políticos que deram ou estão dando muito certo com seus vices. Trabalhei antes, durante e continuo trabalhando em minha sala e nas secretarias. Tanto é que sou bem vindo em todas. Não abandono. Pelo contrário, sempre estarei lá para trabalhar, ajudar, lutar lado a lado por uma cidade melhor.
 
BOM DIA – De fato, como ocorreu o rompimento entre Simone Moreira e Fabrício Lopes?
 
Fabrício: É bom frisar que o respeito pessoal prevalece. O que acontece é que a parte de visão de gestão e política mudou com o passar do mandato. Comecei a, naturalmente, ter seguidores, pessoas que, de forma espontânea, passaram a me apoiar, incentivar, a concordar com minhas ideias. Isso talvez tenha incomodado. Não sei exatamente o que eles pensaram. Acabamos nos afastando até que veio o recado, quando demitiram meu assessor direto, o Marco Antônio (servidor público demitido por perseguição política após o rompimento). A partir de então, passei a formar um grupo para me posicionar politicamente e este grupo cresceu de forma exponencial. Hoje somos capazes de vencer as eleições e contamos com todos, dia após dia, conversa após conversa, com mais pessoas para que isso se concretize. Não temos mágoa, apenas queremos um projeto para a nossa cidade. 
 
BOM DIA - Você é um político que aparece como novidade, embora experiente na política, tem um perfil moderado, como se diz na política, leve, fácil de carregar, sem rejeição, sem nódoas. Acha importante isso? Transparência e vida limpa?
 
Fabrício: Vida limpa é uma busca do ser humano. O nome que a gente carrega é algo valioso demais. Acredito que todas as pessoas tenham rejeição de um ou de outro. Alguns mais, outros menos. Não me acho acima das outras pessoas. Me considero igual às demais. Cada uma com seu jeito único. O que posso dizer é que trabalhar comigo é encontrar alguém sempre disposto, que dá oportunidade e que quer que, no lugar das pessoas cogitarem se mudar de Monlevade, queiram morar em nossa cidade.

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