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05/06/2020 07h31

Candeeiro nas promessas e nas farras calamitosas

Candeeiro nas promessas e nas farras calamitosas

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O nosso velho candeeiro está de olho e pronto para iluminar as falsas promessas de políticos e governantes por aí. Essa é uma de suas tarefas e em nossa querida João Monlevade sua chama bate forte. 
É Faculdade de Medicina, remédio em casa com eficácia, taxa mínima de água, guarda municipal, quatro ônibus da saúde, ao invés de dois e em estado precário, canil municipal e muitas outras promessas eleitoreiras não cumpridas de um plano de governo que mais parecia uma obra tragicômica de ficção. Essa é a triste realidade do governo municipal de João Monlevade, que chega a seu apagar de luzes de forma triste e melancólica.
Sem cumprir sequer 20% de suas promessas “caça-votos” e muito pouco exequíveis, o atual governo se encontra inerte, sem poder de reação e, o que é pior para uma administração, sem qualquer resquício de reputação e credibilidade que o valha. Perdido em meio ao caos, com problemas criados por ela e outros não.
Além de não cumprir diversas promessas de seu plano de governo, a atual administração fechou importantes e tradicionais unidades de saúde pela cidade, como a Unidade Básica de Saúde do bairro Industrial, o Centro de Referência em Saúde Bucal (Cresb) do bairro José Elói e a Policlínica Central, além do costumeiro abandono a outros postos pela cidade, que estão em situação precária há muito tempo. Isso tudo, só para citar a vital área de saúde, tão importante, salutar e tida como prioritária pelo grupo político que detém o poder. 
Também há de se destacar que os postos fechados eram referências tradicionais há décadas e atendiam milhares de pessoas anualmente. Outro agravante nessa questão dos postos é que eles foram fechados sob a justificativa de reformas estruturais, que nunca aconteceram ou que são executadas a passos lentos, descumprindo os prazos estipulados anteriormente pelo governo.
As diversas promessas não cumpridas e as bravatas nos levam a crer que o atual governo de João Monlevade é uma “fábula”. De enredo medonho e fim melancólico. Mas que, felizmente, está em seu fim.
Também não podemos nos esquecer das “farras das calamidades públicas”, a que muitas prefeituras Brasil afora estão se valendo para obter recursos federais e poder contratar e comprar à vontade, sem a necessidade dos processos de licitação estipulados por lei. Tudo na correnteza do famigerado Coronavírus. Segundo informações, há municípios que sequer apresentavam casos confirmados da doença e já decretavam estado de calamidade pública. Absurdo.
E os absurdos acontecem e temos que estar de olhos abertos e candeeiro acesso. Temos um exemplo bem próximo de nós, diria que em nossa cozinha velha, em que foram alugados gradis para cercar algumas praças por um valor superior a 200 mil reais, dinheiro que, segundo fontes entendidas do assunto, daria para comprar um volume três vezes maior do material. 
Candeeiro neles, meu povo!
 
* Luiz Ernesto / Jornalista

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