Bom Dia - O Diário do Médio Piracicaba

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17/04/2020 08h01

CENÁRIOS: O CORONA PSICOLÓGICO

CENÁRIOS: O CORONA PSICOLÓGICO

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O danado do COVID-19 bagunçou o planeta, mas seus efeitos psicológicos tem sido mais danoso que o virus em si. São várias dias paralisados, lendo corona, ouvindo corona, respirando corona, comendo corona, reclamando do corona... tudo corona. Assistimos noticiários, entrevistas com milhares e milhares de médicos e especialistas, fakenews a rodo, estamos presos num looping de dias iguais e sem de previsão de um stop. 
A gente vê pela tv e pela net que o mundo inteiro tá parado também. Enquanto isso no Brasil não saímos desse lenga-lenga entre o setor de saúde que quer que o povo fique em casa e o presidente que quer que o povo volte ao trabalho. Quem tá certo? Sei lá! Onde liberaram geral o bicho pegou e colapsou, casos principalmente da Italia, Estados Unidos e Espanha. Por outro lado essa paralisia uma hora vai ter de acabar, pois sem arrecadação cai a receita e sem receita ninguém paga ninguém. 
O ministério da saúde continua recomendando o isolamento. Mas Pode ser que amanhã o presidente resolva mandar todo mundo de volta pro batente. Mas se a tal da curva subir e chegar o tão esperado pico, a tendência é que tranque mais ainda. Não temos o chamado isolamento horizontal. Nosso isolamento é light, furado pelas contra-ordens do presidente e pela indisciplina natural do brasileiro. E pra deixarmos a gente ainda mais pirados, tem profecias de milhões de mortes e de prolongamento das quarentenas até 2022. Já pensaram?
Toda essa tensão cria o terrível corona psicológico que nos deixa em estado catatônico. Paramos de agir, de pensar os nossos negócios e profissões, de criarmos alternativas, analisarmos os cenários e nos posicionarmos neste mundo doido. Já repararam que viramos todos funcionários do Corona? Precisamos sair desse marasmo carlos. Em primeiro lugar temos de saber que teremos um mundo novo daqui pra frente. Muitos costumes serão transformados. A vacina ainda deve demorar no mínimo um ano e meio. Enquanto isso, nada de aglomerações, de barzinhos lotados, teatros, cultos. Nada de mega-shows, de estádios cheios. Nada de pelo, nada desensualidade exacerbada, pois o contato físico será menos estimulado. Nada de beijinhos e abraços. Até o sexo será mais seletivo, menos promíscuo.  Nem por isso haverá menos afeto. E já pensaram as eleições? Nada de tapinhas nas costas, crianças no colo, comícios, reuniões, nada de corpo a corpo. 
E o que fazermos agora? Até quando vai esse isolamento? Não sabemos! Saúde não é ciência exata. Sabedores disso, tá na hora de sacudirmos o corona psicológico e começarmos a agir  já. Mãos a obra, pessoal. Vamos deixar os médicos e auxiliares cuidarem do corona e recolonizar esse mundo novo, produzir ótimos conteúdos, pensar alternativas pra compensar a  falta da presença física, com presença inteligente, que seja virtual, seja como flor. Vamos investir no delivery, num mundo on line, live, sem fronteiras. E quando as coisas voltarem a fluir, quando for fluente o ir e vir, estaremos restaurados, mais fortes, prontos para o que der e vier...

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