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31/01/2020 07h59

Minuto com a Nutri: Adoçantes

Minuto com a Nutri: Adoçantes

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Você é daqueles que evita adoçar com açúcar ou busca nas prateleiras do supermercado produtos com redução ou ausência desse ingrediente?! Se sim: esse texto é para você!

Você sabe quais ingredientes são usados para substituir o açúcar dos alimentos e preparações?! Na maioria das vezes são os edulcorantes ou adoçantes que entram em ação!

A percepção dos gostos:  amargo, doce, salgado, ácido e umani, é feita pelas papilas gustativas, que são receptores sensoriais localizados na língua. O gosto pelo sabor doce é uma preferência comum a quase todas as pessoas, e sempre há uma associação ao sabor adocicado em nossa alimentação, seja ele natural ou adicionado.

De acordo com a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) edulcorantes são substâncias naturais ou artificiais, diferentes dos açúcares, (sacarose – açúcar da cana) que conferem sabor doce aos alimentos processados, substituindo-o e assim reduzindo a quantidade de calorias do produto/alimento. Além disso, eles colaboram para atender às necessidades de pessoas com restrição a carboidratos simples, por exemplo, os diabéticos.

Alguns adoçantes ativam cerca de 30 até 20.000 vezes mais receptores que o açúcar natural, sendo, portanto necessário uma quantidade muito menor para obter a mesma doçura e ainda ter a vantagem de ter menos ou nenhuma caloria.

Os adoçantes nutritivos incluem os açúcares calóricos, como a sacarose, frutose, dextrose, lactose, maltose, mel, xarope de milho, melado, açúcares invertidos ou sucos de frutas concentrados e os polióis, também chamados de açúcares de álcool, tais como sorbitol, manitol, xilitol.

Os adoçantes não-nutritivos (não possuem valor calórico), são erroneamente acusados de envolvimento com vários problemas de saúde. Com exceção de alguns erros inatos do metabolismo, as evidências sugerem que os adoçantes não são fator de risco independente para qualquer doença, incluindo o desenvolvimento da obesidade, diminuição da tolerância glicose, ou doença cardíaca.

Dentre os edulcorantes não nutritivos os mais conhecidos são:

Edulcorantes não nutritivos (sem calorias) natural

Stevia:, é cerca de 300x mais doce que a sacarose (açúcar de mesa). Tem sabor amargo de mentol. É totalmente absorvido e eliminado na urina.

Edulcorantes não nutritivos (sem calorias) sintéticoshidrolise

Sacarina: Primeiro adoçante totalmente artificial a ser descoberto. Tem poder adoçante de 200-700 vezes superior ao açúcar. Não deve ser utilizado por gestantes por atravessar a placenta e aparecer também no leite materno. É também contraindicado para hipertensos.

Ciclamato: Edulcorante totalmente sintético. Não deve ser usado por gestantes por atravessar a placenta e níveis sanguíneos do feto. É também contraindicado para hipertensos.

Sucralose: É obtido através da modificação da molécula de sacarose (açúcar de mesa). Apresenta sabor agradável. É 600x mais doce que a sacarose, alta resistência térmica. É absorvido e eliminado sem sofrer alterações.

Acessulfame-K: É um sal de potássio produzido a partir do ácido acético. Tem poder adoçante 180-200 vezes superior à sacarose. Estável à altas temperaturas. Não sofre alteração após sua absorção. Deve ser evitado por pessoas que têm que restringir o potássio na dieta como os pacientes com problemas renais.

Aspartame: É a combinação do ácido aspártico com a fenilalalina (aminoácido), sendo digerido pelo organismo como proteína. É 120 vezes mais doce que a sacarose. Perde seu sabor em altas temperaturas. Deve ser evitado por grávidas. É liberado para diabéticos.

 

 

Já os edulcorantes nutritivos (aqueles que fornecem calorias):

Polióis: São também denominados açúcares de álcoois e são amplamente distribuídos no reino vegetal. Dentre os polióis mais utilizados temos:

Sorbitol: Seu poder adoçante é 50-70% menos que o açúcar. É absorvido lentamente, não alterando os níveis glicêmicos. Não é causa cáries. De modo geral apresenta 2,4kcal/g. Apesar de não serem considerados tóxicos, doses elevadas podem proporcionar efeitos laxativos e diuréticos, flatulência e cólicas. Aumenta a excreção de cálcio, predispondo à pedras nos rins.

Xilitol: A doçura é semelhante à sacarose. Tem característica de prevenção contra cáries. Estimula a liberação de insulina.

Manitol: Pode ser conseguido de forma química ou biológica. Apresenta ação mais laxativa entre os Polióis. Também libera insulina. Admite-se um valor calórico de 2kcal/g.

Frutose: Edulcorante natural. É um carboidrato encontrado nas frutas, mel e alguns cereais. Apresenta valor calórico de 4kcal/g.  Alto poder adoçante, 1.7x mais que a sacarose. Não necessita de insulina para seu metabolismo, sendo indicado para diabéticos. O uso deve ser restrito em cardíacos, uma vez que pode aumentar os lipídios sanguíneos (triglicérideos).

Glicose: é o mais importante açúcar circulante no sangue dos animais superiores. As células a usam com fonte de energia, fornece 4kcal/g. Apresenta sabor muito doce e muito solúvel em água. Apresenta grau de doçura inferior à sacarose. É cariogênica.

Sacarose: Também conhecido como açúcar de mesa. Produzido pelas plantas pelo processo de fotossíntese (principalmente cana-de-açúcar e beterraba). É muito solúvel em água. Em uma escala de doçura, aplica-se à sacarose um valor de 100. Tem alta aceitabilidade, palatibilidade, disponibilidade e baixo custo de produção. Tem valor calórico de 4kcal/g. É cariogênico. Aumenta rapidamente os níveis de insulina e glicose sanguínea. Não deve ser usado por diabéticos.

Com base nessas informações é possível escolher e avaliar qual adoçante é mais indicado para nossa realidade. Conseguimos através da leitura dos rótulos dos produtos identificar quais adoçantes foram usados e assim fazermos escolhas mais saudáveis.

Lembrando sempre que aorientação é consumir preferencialmente sob indicação de nutricionista ou médico.

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