Bom Dia - O Diário do Médio Piracicaba

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01/11/2019 08h13

Cenários entrevista Juarez Moreira

Um dos maiores violonistas do Brasil neste sábado na Praça do Povo

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Entrevista com o conceituado músico mineiro Juarez Moreira, que estará se apresentando nesse sábado às 19:00 na Praça do Povo junto com a JUAREZ MOREIRA TRIO, tendo a luxuosa companhia de Kiko Mitre no baixo e Gabriel Brucena bateria. Mas vamos à entrevista.
CENÁRIOS: Como foi sua iniciação na música? Como começou a sua história com o violão?
Minha história com o violão começou com meu pai, dentro da minha casa, através do meu pai, que era um violinista não profissional, diletante. Ele ouvia os discos de violão do Dilermando Reis, Luiz Bonfá e Baden Powell, ouvia bossa nova. E venho de familia de músicos. meu avô era músico, meu tio era grande violonista. Nós somos de Guanhães, perto de Monlevade e fomos criados numa família de músicos. E ouvimos todo tipo de músicas, clássicos, popular, bossa nova...
CENÁRIOS: Você começou direto como o concertista solo ou também teve banda de rock e tocou guitarra na juventude?
Eu comecei tocando música popular. Ouvíamos todo tipo de música. Ouvíamos  Roberto e Erasmo, Bossa Nova, Chico Buarque, Steve Wonder. Então aprendi a acompanhar no violão essas músicas que a gente ouvia. O tempo todo procurando os LPS. Eu nem pensava em ser solista. Isso foi consequência do envolvimento com a música.
CENÁRIOS: E seu trabalho como compositor? Quantos Cds gravados?
Eu tenho 14 CDs gravados e no momento estou terminando meu segundo cd sobre a obra de TOm Jobim e agora em 2020 nós vamos gravar mais dois cds. Um de composições próprias que vai se chamar dedicatória e outro em torno das músicas dos beatles.
CENÁRIOS: Poderíamos dizer que sua principal influência foi a música do clube da esquina ou houve outras influências?
O Clube da esquina foi muito importante, mas antes eu já ouvia Tom Jobim, Luis Bonfá, Baden Powell, até Roberto e Erasmo que gosto muito e música popular brasileira. Mas o Clube da esquina era um movimento muito rico e todos esses gêneros estavam representados lá dentro. Eu já tinha uma vivencia muito grande com a música brasileira, muito antes de participar como músico do clube da esquina. Toquei com quase todos do clube da esquina e foi uma experiência muito enriquecedora pra mim.
CENÁRIOS: E as parcerias? Quais são os companheiros habituais de viagens? E com quais nomes você se apresentou nessa sua trajetória vitoriosa?
Meus companheiros de viagem e de música nesses últimos anos foram  Nenem na bateria, Kiko Mitre, teve o Ezequiel Lima também, tem Chico Amaral, tem Kleber Alves. Tem grandes músicos mais novo também. Tem o Dé Angelo, Cristiano Caldas. Toquei com grandes nomes como Wagner Tiso, Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, João Donato, Egberto Gismonti, Ivan Lins. 
CENÁRIOS: Onde a música te levou? Em quantos estados e países já se apresentou?
Já viajei muito este mundo. Venezuela, Bolívia, Argentina, França, Espanha Portugal, Suiça, Alemanha. Ainda não fui ao Japão mas qualquer dia o faremos. Já rodei o Brasil todo também. 
CENÁRIOS: Como está o cenário para a música instrumental. Existe um circuito? Tá dando pra sobreviver bem?
A música instrumental sempre teve seu segmento próprio e ela ao longo das ultimas décadas só tem melhorado e conquistado espaços. Ela está a margem da chamada música popular. Mas ela tem um público fiel. E aparecem sempre ótimos músicos. No meu entender ela só cresceu.  Há um público especializado,  ligado em música instrumental.
CENÁRIOS: Nesse show em Monlevade, o que vão tocar pro pessoal? O que o pessoal de Monlevade pode esperar? 
Nesse show vamos tocar minhas composições, além de temas do Tom Jobim, Beatles e alguns temas de jazz.
 
Foto: Luciano Viana

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