Bom Dia - O Diário do Médio Piracicaba

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01/11/2019 07h59

381: UMA COVARDIA COM A NOSSA GENTE

381: UMA COVARDIA COM A NOSSA GENTE

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Há anos estamos enterrando nossos mortos, vítimas de uma guerra não declarada, de um desprezo da união para conosco e da falta de prestígio dos políticos que não nos representam. E olha que somos uma das regiões mais importantes do país, onde se localizam importantes indústrias e por onde passam milhares de pessoas todos os dias de todas as partes.
Há alguns anos houve precipitado otimismo. Parecia que a duplicação iria acontecer. Mas nossos políticos definitivamente não são confiáveis. A obra anda um pouquinho, para, recomeça, tornou-se uma obra infinita que nunca chega ao final. Eu tinha esperanças de que o novo governo iria acelerar. Chegaram a emitir acenos positivos. Mas agora divulgam que vão começar as audiências públicas em junho do ano que vem. Vocês tem uma noção do que é isso? Daqui a 8 meses é que vão começar a fazer audiências públicas.
Em 8 meses, pelas estatísticas, teremos mais ou menos 190 óbitos. As autoridades, tem sido incompetentes e irresponsáveis. Tanto as empresas que deveriam concluir abandonaram as obras, quanto os governos que criaram o monstrengo e vão protelando indefinidamente. A toda hora aparecem ministros e autoridades repetindo que a obra é cara. Caro? Vocês viajam em seus jatinhos e não sabem o que é viver aqui embaixo, nos submetendo à roleta russa da 381.
Há alguns anos houve um evento em Monlevade que reuniu artistas como o 14 bis, Paulinho Pedra Azul, Rômulo Rás, entre outros. Foi na praça do povo, com boa presença de público. Naquela ocasião, foi um grande clamor, uma súplica para que duplicassem e fechassem a rodovia moedora de carne. A TV Alterosa cobriu. Mas desde então, só piorou. Você pode escolher: ou morre de acidente ou de raiva. 
A obra é infinita. E o que podemos fazer? Sugiro um novo evento. E dessa vez tem de ser na rodovia, tem de parar o trânsito pelo menos por algumas horas, num local pra gente gritar pro mundo a covardia que fazem com a gente. E quem sabe propor um trabalho voluntário de comunicação pra tentar difundir conteúdos que possibilitem mais conscientização no uso da rodovia.
Mas... uma coisa que aprendemos com o tempo também é que cada acidente nos consterna por um tempo, mas as pessoas voltam às suas rotinas e esquecem rapidamente...até o próximo óbito. Espero sinceramente que não seja o seu, nem de parentes seus...nem o meu.
* Marcos Martino

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