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18/10/2019 10h02

MONLEVADE, A VENEZA DA ÁGUA SUJA

MONLEVADE, A VENEZA DA ÁGUA SUJA

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MONLEVADE, A VENEZA
DA ÁGUA SUJA
Você está achando graça? Então espere as chuvas começarem. Todo ano é a mesma coisa: entre Novembro e Dezembro acontecem enchentes incríveis e parece e que as pessoas já se acostumaram ou naturalizaram.
Será um problema insolúvel? Será que o povo tem mesmo de se conformar e comprar barcos para essa época? 
 
1º VILÂO: O LIXO
Em primeiro lugar temos os sistemas ineficientes de coleta de lixo ou de distribuição de lixeiras pela cidade, além dos problemas causados pela poluição gerada por empresas e outros órgãos. Disso decorre o entupimento dos bueiros que seriam responsáveis por conter parte da água que eleva o nível dos córregos e do rio. O lixo gerado é levado pelas enxurradas e contribui ainda mais para elevar o volume das águas.
 
2º VILÃO:
DRENAGEM INEFICIENTE
As enchentes também podem estar relacionadas com problemas nos sistemas de drenagem. Às vezes, não há bueiros ou outras construções que seriam responsáveis pela contenção ou desvio da água que corre para os rios, provocando os transbordamentos. Além disso, somente a construção de bueiros e sistemas de drenagem pode não ser suficiente, isso porque as demais ações podem elevar gradualmente a vazão das enxurradas ao longo dos anos, fazendo com que as drenagens existentes não consigam atender toda a demanda.
 
3º VILÃO: OCUPAÇÃO URBANA
Outro agravante é a ocupação irregular ou desordenada do espaço geográfico. Como algumas áreas correspondem ao leito maior de um rio que, esporadicamente, inunda. Com a ocupação irregular dessas áreas – muitas vezes causada pela ausência de planejamento adequado –, as pessoas estão sujeitas à ocorrência de inundações. Além disso, o povo ainda remove a vegetação que compõe o entorno do rio e isso intensifica o processo, pois ela teria a função de reter parte dos sedimentos que vão para o leito e aumentam o nível das águas.
 
4º VILÃO:
ASFALTO E CIMENTO DEMAIS
A causa considerada principal para as enchentes é, sem dúvida, a impermeabilização do solo. Com a pavimentação das ruas e com os pisos cerâmicos e cimentos nos quintais e calçadas, a maior parte da água, que deveria infiltrar no solo, escorre na superfície, provocando o aumento das enxurradas e a elevação dos rios. 
E pra completar, essa mania de asfaltar tudo, contribui para a elevação da velocidade desse escoamento, provocando erosões e causando outros tipos de desastres ambientais urbanos.
 
TEM JEITO DE RESOLVER
O PROBLEMA?
Algumas cidades colocaram funcionários como olheiros, encarregados de detectar o início de inundações em áreas de risco. Eles teriam a função de monitorar pra evitar as inundações que ocorrem em um curtíssimo tempo. Outras ações envolvem construção de barragens e desassoreamento do leito dos rios, em que todos os sedimentos do fundo são removidos, aumentando a sua profundidade.
Mas convenhamos: todas essas medidas são paliativas, ou seja, são apenas para minimizar ou combater uma situação existente. A melhor forma de lidar com o problema é realizar um estudo, projetando a devida prevenção, através da construção de sistemas eficientes de drenagem, a desocupação de áreas de risco, criação de reservas florestais nas margens dos rios, diminuição dos índices de poluição e geração de lixo, além de um planejamento urbano mais consistente. Importante salientar também que as inundações, além de danos materiais, provocam doenças, como a leptospirose. Portanto, também uma questão de saúde pública.
 
OPINIÃO DE DJALMA BASTOS
 
Em entrevista para o jornal BOM DIA, o vereador Djalma Bastos deu opinião de quem vivencia os problemas na prática. “ Na verdade a nossa cidade tem dificuldades por causa da topografia. Asfaltamos todos os bairros então o escoamento da água é muito rápido. Mais do que nunca, precisamos revegetar as cabeceiras e investir em pequenas barraginhas. Esse encontro da Wilson Alvarenga, com a Getulio Vargas, com a Castelo Branco e Rodrigues Alves que desce é muito apertado. Precisamos melhorar muito essa drenagem e contenção. Lá embaixo na saída do canal, melhorar o escoamento da água. Temos de quebrar também essa questão da Rua do Andrade, da Rua Floresta, na antiga ESCON, da água entrar em T no Canal. Isso é um risco enorme e causa um colapso do sistema e muitos alagamentos. Volta a água. Precisamos fazer com que a água entre em Y no Canal. Acho que com essas ações dá pra minorar muito os problemas.

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