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11/10/2019 08h02

COLUNA CANDEEIRO: Vai uma pesquisa aí?

COLUNA CANDEEIRO: Vai uma pesquisa aí?

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Enfim, foi dada a largada para a temporada de pesquisas eleitorais referentes ao pleito de 2020, assim, como sempre se apresentam, bem ao gosto do cliente, cada vez mais seleto e exigente. E como sempre, tem resultado para todos os gostos e paladares, principalmente para os mais interessados, como, por exemplo, amigos do poder vigente e dependentes desses, alguns proprietários de jornais e marqueteiros em busca de vítimas.
Mas como disse, nesse mundo da picaretagem explicita das pesquisas (acredito que possa existir alguma séria, basta me apresentar, já que não sou dono da verdade absoluta e essa não existe) há motivos de felicidade para todos, já que se vendem nas páginas da maioria dos jornais o peixe que lhes convém. Claro, sem perder as regras básicas da boa malandragem, que é afagar quem está no poder (o presente é sempre importante), fazer um cafuné em quem tem possibilidades de chegar lá (não se perde o futuro de vista) e, claro, tentar alavancar aquele favorito dos bandoleiros, que ninguém leva á sério há décadas, mas pode ser mais lucrativo para quem manipula os números. 
A farra das pesquisas picaretas me faz lembrar duas histórias, uma mais antiga e inesquecível, de tão clássica e uma mais recente. A antiga data de 2008 e trazia, numa sexta-feira há cerca de três semanas das eleições municipais, três pesquisas diferentes estampadas nas manchetes de três jornais locais. Em um deles, vitória folgada do candidato apoiado pelo poder vigente. No segundo, uma candidata movida pela mágoa levava a melhor com tranquilidade e no terceiro veículo, o então vencedor, enfim, liderava. Ou seja, tinha vencedor para agradar, ludibriar e tentar induzir todo tipo de leitor e, claro, para fazer os donos dos veículos se darem bem. Assim, todo mundo dormia feliz. O mais interessante era a diferença gritante entre os candidatos na disputa, já que o pleito, de fato, foi apertado.
Em ocasião mais recente, 2016, o então candidato a prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kallil, aparecia, a poucos dias do pleito, em um honroso quarto lugar em pesquisa de famoso instituto, sendo que o que se viu à época foi a luta insana de todos os demais candidatos, se engalfinhando a unha, para tentar um lugar no segundo turno com o empresário e dirigente esportivo. Uma luta inglória, pois Kallil engoliu seus oponentes no primeiro e segundo turnos.  
Com tudo isso, o Candeeiro só pretende deixar uma mensagem aos eleitores e aos possíveis candidatos. Aos primeiros, não se deixem levar pelo bonito canto da sereia das velhas e batidas pesquisas eleitorais. Analisem os pré-candidatos e, futuramente, os candidatos de fato e suas propostas, sejam para que cargo eletivo for. Votem com consciência e com o coração e não se deixem levar por aqueles que brincam com números a seu bel prazer por interesses próprios. Aos que almejam disputar as eleições, não se iludam com os números fabricados e trabalhem muito. A vida fácil dos números é pura ilusão, que só serve de ferramentas do achaque. 
A luz do Candeeiro está acesa e estamos de olho. Chega de picaretagem.
 
*Luiz Ernesto / Jornalista

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