Bom Dia - O Diário do Médio Piracicaba

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04/10/2019 07h37

Vereadores criticam altos gastos com Gabinete da prefeita

Pasta consome quase meio milhão de reais e supera Esporte e Cultura

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João Monlevade - De acordo com os números apresentados pela Prefeitura de João Monlevade durante uma audiência pública para a prestação de contas do segundo quadrimestre de 2019, os gastos do Executivo com o Gabinete da prefeita são maiores que os investimentos em Cultura e Esportes. O fato foi alvo de críticas de alguns vereadores durante a reunião ordinária da Câmara Municipal realizada na última quarta-feira, 2.
Segundo os valores apresentados na audiência, realizada na manhã da última segunda-feira, 30 de setembro, os valores gastos com o Gabinete somam R$469.439,39. Já a pasta de Esportes teve um gasto de R$438.165,18, enquanto a Fundação Casa de Cultura recebeu investimentos da ordem de e R$199.704,00. De acordo com as informações repassadas pelos representantes do Executivo na audiência, os gastos com o Gabinete dizem respeito aos pagamentos dos salários da prefeita, do vice prefeito e de funcionários do setor, que não são muitos. Tocando no assunto, o vereador Gentil Bicalho (PT), que já atuou como secretário municipal de Esportes, ironizou a situação. “Um detalhe que observamos na prestação de contas é que a atual administração gasta mais com o Gabinete da prefeita do que com Cultura e Esportes, que são duas pastas muito importantes. Isso é lamentável. O investimento nessas áreas é essencial”, destacou.
Em defesa do Executivo, o líder do governo, Sinval Jacinto Dias (PSDB), afirmou que a Prefeitura demonstrou toda sua situação financeira com muita transparência e responsabilidade e não há nada de errado com os números. “A prestação de contas foi feita com sinceridade e responsabilidade, mostrando que o governo se preocupa com a gestão austera e com o zelo com o dinheiro público. Não há nada a questionar”, afirmou.
 
Empréstimos
 
O parlamentar Guilherme Nasser (PSDB) também falou sobre a prestação de contas e criticou o fato dos representantes da Prefeitura afirmarem que, caso os empréstimos solicitados pelo Executivo não sejam aprovados pelos vereadores, o pagamento da segunda parcela do 13º salário do funcionalismo e algumas obras de infraestrutura podem ficar comprometidos. Segundo Nasser, o fato não procede, já que a Prefeitura, de acordo com os números apresentados, possui quase R$11 milhões de recursos próprios em caixa. “Na minha forma de entender as coisas, há uma pressão desnecessária e sem razão, já que o Executivo possui quase R$11 milhões em caixa, o que daria para pagar os salários e ainda sobrariam mais de R$7 milhões para investir em obras, sem qualquer empréstimo”, disse. 

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