Bom Dia - O Diário do Médio Piracicaba

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06/09/2019 08h02

Tempo doido

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Tempo doido
Há apenas uns 10 dias, estávamos embrulhados em blusas, casacos, toucas, cachecóis, meãos na tentativa de nos proteger de um frio pouco visto nessa nossa região. Em determinados dias os termômetros chegaram a marcar menos de 10 graus, provocando, com os ventos, sensação térmica de menos 5 graus e, num é que de uma hora pra outra o calor explodiu e nesses três últimos dias os termômetros dispararam chegando a pontuar 32 graus, e umidade baixíssima. 
 
Clima de deserto
Nos desertos, engana-se quem pensa que o clima é apenas quente ... em sua grande maioria, a temperatura chega a ultrapassar os 45 graus durante o dia e despenca para menos de 0 grau durante a noite ou tão logo o sol se põe. 
Estamos vivendo algo parecido aqui no Brasil e o agravante nisso tudo é que não estamos adaptados para enfrentar esse tipo de clima – e diante desse quadro que só tende a se agravar a saúde vai para o espaço e, mais uma vez, quem mais sofre são as crianças e os idosos.
 
Dengue, chikungunya, Zica, febre amarela e sarampo
Estamos vivendo e vendo o retorno de uma série de doenças que até há pouco tempo estavam controladas e ou erradicadas. 
A cada dia temos que voltar nossas atenções ao controle, aos cuidados, ao tratamento para esses males que vem nos afetando, principalmente nas cidades.
O motivo disso tudo, que vem sendo falado, alertado, comunicado e alardeado exaustivamente pelos ambientalistas é o DESEQUILÍBRIO ECOLÓGICO.
Esse termo que até há pouco tempo, para muitos, não passavam de histeria dos eco-chatos, hoje já povoa os noticiários alertando a toda população – ou mudamos de comportamento ou daqui pra frente será só sofrimento. Só existem esses dois caminhos.
 
O preço das coisas
Tudo tem seu preço e essa alteração de clima, aparecimento de doenças e outros males são o preço pago pelo descaso com as questões ambientais e a falta de respeito com a natureza – ela cobra caro.
Com as queimadas, desmatamentos, ocupação urbana desordenada, exploração sem sustentabilidade, isso tudo gera um débito para com a natureza que, desequilibrada, favorece ao surgimento de situações nada agradáveis a nós humanos – seja pelo desconforto do calor ou frio e pelo sofrimento gerado por contágio de algumas dessas doenças citadas acima.
 
O preço das coisas II
E por falar em preços das coisas, hoje pagamos muito pela falta de um mínimo que poderíamos fazer em todas as nossas atitudes enquanto ser parte desse contexto chamado sociedade. Tudo que fazemos de errado, uma hora se volta contra nós mesmo.
O ato de jogar lixo na rua é um exemplo simples – se a rua é suja, a administração pública tem que investir na limpeza e isso gera impostos que termina em nossos bolsos. Ao colocar fogo em um terreno baldio, num pasto e ou na beira de uma estrada, o sujeito estará com isso destruindo uma série de vidas que fazem o controle biológico de insetos que transmitem as doenças acima citadas, além de poluir o ambiente e gerar gazes que comprometem o filtro que nos protege do sol. No final ele mesmo e ou alguém de sua família poderá ser vítima de suas ações. Isso vale para aquela pessoa que vê o infrator cometendo tal atitude mas não o impede e ou o denuncia... no final, todos pagam caro.
O preço das coisas III
Rodando pela cidade percebemos a atitude de muitos cidadãos que não fazem um mínimo para conviver em harmonia com a sociedade. No Vila Tanque, determinada rua se encontra com seu – o que era para ser um calçadão – totalmente tomado por entulho de construção. Apesar da prefeitura recolher em algumas ocasiões, os “Sugismundo´s” retornam com mais entulho.Só irá ser resolvido se detectado o infrator e o mesmo ser punido exemplarmente com multas e caso reincidência algo mais pesado, pois essa atitude acaba por, além de gerar despesa ao contribuinte, coloca toda uma população em risco e todo esse entulho, no final, vai parar no rio. 
 
República das canetas acorrentadas
Aí, lembrando que o brasileiro se acha muito esperto, mas só paga o pato... o pato, o marreco, o ganso, o cisne.... etc, etc. 
E só iremos começar a mudar esse quadro, quando libertamos as canetas acorrentadas nos balcões de atendimento.
A mudança começa por nós.... ou mudamos, ou nada.
 
7 DE SETEMBRO
Amanhã acontece o grande ato cívico com o Desfile de 7 de Setembro. Monlevade sempre promove um dos desfiles mais belos de toda Minas Gerais. A população toma as avenidas para assistir as apresentações das escolas e diversas entidades e amanhã não será diferente.
 
Sem atraso, por favor
Ano passado houve um grande atraso devido a um capricho individual, o que prejudicou centenas de pessoas, para não dizer milhares. Crianças tiveram que esperar por mais de 5 horas para poderem desfilar, fato que irritou pais, professores e o público.
Esse ano todos esperam que todos sejam pontuais e a organização interfira caso ocorra algum outro problema individual que possa prejudicar a todos.

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