Bom Dia - O Diário do Médio Piracicaba

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07/06/2019 07h15

Thiago Martino e a nova Alternativa

Thiago Martino e a nova Alternativa

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O Cenários dessa semana foi conversar com THIAGO MARTINO, novo diretor da Rádio Alternativa 1 FM. Thiago chegou na Alternativa disposto a fazer revoluções e não está pra brincadeira. Já chegou chegando, fez uma série de mudanças na rádio ( para melhor), inaugurou estúdio novo e...bom, vamos à entrevista né?

CENÁRIOS - Thiago, vc está encarando o desafio de assumir a direção de uma instituição que tem história. São 30 anos de uma rádio escola, que formou grandes profissionais, que teve muita gente boa ajudando a construir essa marca reconhecida em toda a região. Qual o legado vc pretende deixar?

De fato é uma grande responsabilidade assumir a direção de uma instituição consagrada em todo médio Piracicaba e por onde passaram grandes profissionais como vc mencionou. O legado que pretendo deixar é de uma rádio moderna, que atenda às demandas e anseios dos tempos atuais. Também quero estreitar relações, nos aproximar dos talentos regionais que não são poucos

CENÁRIOS -  Vc com pouquíssimo tempo, já conseguiu alguns avanços importantes. Conte pra gente o que vc já providenciou pra dar um up na rádio.

A Aternativa hoje é uma referência para todo médio Piracicaba quando o assunto é rádio. Sempre primou pela excelência e é responsabilidade minha dar sequência a este trabalho. Pensando nisso, adquirimos recentemente novos equipamentos visando a melhoria da qualidade. Com o processador de áudio digital elevamos consideravelmente a qualidade do som. Com gerador de caracteres RDS proporcionamos ao ouvinte uma série de informações disponíveis na tela do seu aparelho tais como nome da música, nome do artista, nome do programa ao qual está ouvindo e etc. Também inauguramos um novo estúdio com tudo que há de mais moderno para proporcionar maior comodidade e conforto tanto para os nossos profissionais como para os convidados que fazem uso do estúdio para entrevistas. Por fim, mas não menos importante, contratamos grandes comunicadores já consagrados para tornar nosso quadro de colaboradores ainda mais qualificado. Acho que o caminho é esse: investimento em tecnologia e em pessoas.

CENÁRIOS - Percebemos que vc já trouxe algo novo pra rádio. Antes de programação quase 100% sertaneja, começou uma abertura para outros gêneros.  A Alternativa será uma rádio mais eclética, mais aberta em sua gestão?

Nossa rádio tem um público diversificado. Homens e mulheres das mais variadas faixas etárias, poder aquisitivo e nível de instrução ouvem a rádio Alternativa diariamente. Não há como fazer uma rádio que atenda a um público tão eclético sem ser eclético também. Claro que rádio continuará tocando música sertaneja mas também haverá espaço para os outros gêneros musicais também.

CENÁRIOS - Outra coisa que observei é que a Rádio tá se abrindo para os artistas regionais. Quem foi ao show dos 30 anos deve ter percebido que os artistas também estão abraçando a rádio. Essa também será uma tendência em sua gestão?

Sim. Mencionei isso numa das perguntas anteriores. Penso que valorizar os talentos regionais é quase que uma obrigação social da rádio. As portas da emissora estarão cada vez mais abertas aos talentos regionais.

 De fato quem esteve presente em nossa festa de 30 anos pôde perceber esta sintonia entre a rádio e os artistas regionais. Foram várias apresentações de alto nível de gente nossa, aqui de João Monlevade e região e olha que muitos artistas de qualidade ficaram de fora por falta de tempo disponível  para apresentação de todos. Ano que vem na comemoração dos 31 anos pensamos em ampliar esse tempo para dar a oportunidade de mais artistas poderem se apresentar. Sabe o que achei muito legal? Depois da festa dos 30 anos temos recebido muitas ligações e mensagens de whatsapp na rádio de ouvintes pedindo músicas dos artistas que se apresentaram.

CENÁRIOS - E sobre a presença da rádio na internet. Vcs pretendem fazer uma rádio mais interativa, mais responsiva, usando as redes sociais? É verdade que vão transmitir lives?

Contratamos uma empresa qualificada para cuidar das nossas mídias sociais. Acho isso imprescindível nos dias de hoje. Impossível não perceber a força das mídias sociais hoje em dia. O atual presidente da República se elegeu fazendo campanha no Whatsapp, Instagran e YouTube. Precisa dizer mais? Com relação a transmitir lives, é o próximo passo. Montamos o estúdio novo já pensando nisso. Em breve todos poderão acompanhar pelo nosso site imagens ao vivo direto do estúdio.

CENÁRIOS - Pelo seu breve tempo ainda na administração da alternativa, o que vc tem a dizer sobre o lado econômico. As pessoas continuam anunciando?  Acha que existem perspectivas para melhorar o faturamento ou a internet mordeu grande parte do bolo?

A rádio ainda é uma mídia de grande penetração. Vejo isso no dia a dia, no cotidiano. Quando saio da emissora para ir almoçar passo pelo centro da cidade e observo que na maioria dos comércios tem um radinho ligado. Nos finais de semana no “buteco” é normal alguém chegar pra mim e dizer coisas do tipo: “olha, gostei do programa novo ou “aquela música nova que vcs tocaram é top.”Isso mostra que as pessoas mantém o hábito de ouvir rádio.

Enquanto existirem ouvintes, existirão anunciantes. Por isso primamos pela qualidade. Para satisfazer aos nossos ouvintes que com toda certeza são nosso principal ativo. O resto é consequência. Vejo sim perspectivas de melhoria no faturamento. Pra dizer a verdade tivemos uma melhoria significativa recentemente. Não posso reclamar.

CENÁRIOS - Eu vejo muito em BH, que algumas rádios que tocavam muita música, estão aumentando os programas que tem pessoas conversando, com humor ou não, debatendo assuntos ou promovendo resenhas. São as chamadas "Talkingradios". Vcs também pensam em criar mais programas jornalístico e de debates?

Estamos com um projeto para lançarmos um programa de entrevistas e de bate papo, uma espécie de roda viva aos sábados. Mais ainda é uma ideia que está em seu estado embrionário. Precisa ser amadurecida, esmiuçada. Acho que é uma tendência. Aumenta a interatividade e isso é muito importante. A rádio precisa cada vez mais interagir com o seu ouvinte. Se for só pra ouvir música a pessoa não usa o rádio. Ela tem várias outras opções: Spotify, pen drive com 2 mil músicas e por aí vai. Quem se conecta a uma rádio quer mais do que música, quer interatividade.

CENÁRIOS - Por que você acha que o gênero sertanejo cresceu tanto e praticamente ocupou todos os dials do pais?  O que falta pros outros gêneros, como o rock por exemplo, voltarem a ser executados nas rádios e na tv?

Difícil achar uma explicação para esse fenômeno mas se tornou uma espécie de ciclo vicioso. As pessoas consomem cada vez mais música sertaneja, então as emissoras de rádio e TV dão cada vez mais espaço para o sertanejo e vira uma bola de neve.

Talvez os artistas do gênero sertanejo souberam usar melhor as mídias a seu favor. Mas é só uma suposição. O Rock e Pop Rock tiveram seu momento. Eu cresci ouvindo rock. Todo adolescente da minha geração ouvia rock e tínhamos várias bandas de rock nacionais muito boas. Faziam o maior sucesso. O pagode também teve o seu momento assim como o funk. Agora a bola da vez é o sertanejo mas isso não significa que os outros gêneros não possam voltar a ocupar mais espaço na mídia.

CENÁRIOS - Que mensagem você daria para os ouvintes, para os leitores da coluna, para aqueles que torcem pra vc e para a rádio?

A mensagem que quero deixar é a seguinte: que nós aqui da Alternativa trabalhamos com o objetivo de fazer uma rádio cada vez melhor para nossos ouvintes. Nosso ouvintes são a verdadeira razão de existirmos. Todas as mudanças e investimentos realizados até aqui pela minha gestão foram feitos exatamente pensando neste objetivo. Temos ainda um longo caminho a percorrer. Novas mudanças ainda estão por vir.

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