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02/01/2019 16h27

Sevor paralisa atividades

Legislação coibe ação dos bombeiros voluntários e o Sevor foi notificado pelos Corpo de Bombeiros Militar

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O Serviço Voluntário de Resgate de João Monlevade (Sevor) suspendeu nesta terça-feira, 2, suas atividades devido a portaria 33 editada pelo Corpo de Bombeiros Militar na legislação estadual de número 22.834 que apresenta uma série de exigências para que o grupo possa continuar os trabalhos.

A lei determina, entre outras coisas, que o Sevor e demais grupos de resgate voluntários como o Grupo de Atendimento Voluntário de Emergência (Gave), Resgate Emergencial Voluntário da Estrada Real (Rever), Anjos do Asfalto e Bombeiros Voluntários de São Domingos do Prata se credenciem junto a Corporação Militar. O mesmo vale para Associações dos Bombeiros Voluntários.

Diante a situação os voluntários do Sevor se reuniram na tarde da segunda-feira, 1º, em assembleia, para decidirem o futuro das ações.

O presidente da entidade, Renato Carvalho, informou que, por temer ações que possam vir a prejudicar os trabalhos do Sevor e também dos voluntários, as atividades da entidade estão suspensas por tempo indeterminado e os voluntários passarão apenas a realizar atividades internas.

Notificação e manifestação

No dia 26 de dezembro, quando equipes do Sevor faziam atendimento a um acidente em Nova Era foram notificados pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais que caso continuemos as atividades a partir de janeiro 2019, poderiam ser autuados, multados e até interditados.

Uma nota de esclarecimento sobre a questão foi divulgada. No texto, a diretora do Sevor explica que “as ocorrências recebidas serão registradas e repassadas a Unidade do Bombeiro Militar da cidade de Itabira, a 42 km de João Monlevade, para que estes venham realizar o atendimento em nosso município e região. A partir de janeiro 2019 com a suspensão das atividades das Equipes de Resgate Voluntária, as Unidades dos Corpos de Bombeiros Militares terão aumento no número de ocorrências, aumentará os gastos do Estado, terão maior desgaste das viaturas e do efetivo e para piorar quem solicitar atendimento terá que aguardar mais tempo para a chegada do socorro”, relatou.

Também na tarde dessa segunda-feira, as equipes do Sevor se posicionaram na entrada de João Monlevade com ambulâncias e voluntários e promoveram uma ação para chamar atenção da população sobre a paralisação das atividades, indo em seguida até o centro da cidade onde o movimento foi apoiado pela população que testemunham a eficiência do grupo.

Legislação

A legislação que impede os grupos de resgate voluntários de atuar em salvamentos nas estradas tem uma série de normas e diante isso, em outubro do ano passado representantes das Associações dos Bombeiros Voluntários e Equipes de Resgate Voluntárias solicitaram formalmente ao Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais pequenas alterações na Portaria 33 e maior prazo para adequação, porém a corporação não respondeu aos apelos dessas entidades..

Em Minas Gerais dos 853 municípios cerca de  73 possuem Unidade do Corpo de Bombeiros Militar.

20 anos

O Serviço Voluntário de Resgate atua desde 1998 na cidade de João Monlevade, Bela Vista de Minas, Nova Era, São Domingo do Prata, Rio Piracicaba, Alvinópolis e São Gonçalo do Rio Abaixo. A Central Operacional possui quatro unidades de resgate e 80 voluntários. Por ano, a média de atendimentos é de 1.250. Entre os voluntários há médicos, técnico de enfermagem, fisioterapeuta, técnico segurança do trabalho e bombeiro profissional civil. Todos passam por curso de 380 horas e estágio supervisionado.

Mobilização

Diante a situação foi programada uma manifestação a partir das 18 horas desta quinta-feira, 3, em frente a Câmara municipal  de João Monlevade.

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