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04/12/2018 10h47

Prefeito de Mariana perde a paciência e chama Renova de "Fundação Enrola"

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Na última edição do Tribuna do Piracicaba – A Voz do Rio, o periódico trouxe em uma de suas manchetes “Vencer pelo Cansaço?”, se referindo à forma como a Fundação Renova vem conduzindo a situação de reparo e indenizações frente ao desastre da Samarco – protelando e enrolando os atingidos pela maior tragédia ambiental do país.

A colocação do jornal encontrou base e ecoou na fala do prefeito de Mariana, Duarte Júnior, que como ele mesmo disse: “perdeu a paciência com a fundação diante a forma como ela enrola a todos”.

Enrolo

Desde a criação da Renova, os vereadores e marianenses criticavam a Fundação por sua maneira extensa de solucionar alguns problemas emergentes e do escritório sede ter sido instalado em Belo Horizonte e não no município que foi vítima do desastre e que sofre as consequências até hoje. Ligada à administração, a Renova tem como compromisso arcar com alguns gastos que foram feitos pela prefeitura quando a tragédia aconteceu, como o aluguel de tratores, deslocamento da Guarda Civil entre outras diversas despesas.

Segundo o legislativo, o chefe do executivo sempre se mostrou aberto ao diálogo com a Fundação, tentando ao máximo atender as reclamações da população e de encontrar as soluções necessárias para que o município não saísse ainda mais prejudicado.

Porém, devido aos últimos posicionamentos da Renova, o prefeito Duarte Júnior expôs sua indignação. “É um total desrespeito! Tudo que é tratado pela Fundação não é cumprido, a fundação tá com uma estratégia enorme de tentar enrolar o poder executivo e isso chegou ao fim, eu não vou suportar isso mais”, afirmou o prefeito.

Fundação Enrola

Duarte também criticou sobre a maneira da Fundação trabalhar, em que só realiza algo se tiver uma decisão judicial e de como isso contribuiu para que a paciência com a Renova tenha chegado ao fim, pois como principal defensor, ele foi enrolado desde o início em que a Renova foi criada. “Tudo que foi tratado com a administração não foi colocado em prática; a Fundação deveria mudar o seu nome para Fundação Enrola”, ressaltou o chefe de executivo.

Arbitrando contra

Sobre o valor a ser entregue pela Renova para os municípios que foram atingidos, ficou decidido o valor de R$ 53 milhões para serem divididas entre as 39 cidades, que entrariam em acordo para decidir como seria feita essa divisão. Depois do acordo, ficou decidido que Mariana receberia o valor de R$ 6 milhões e a quantidade foi aprovada pelo CIF como também pela Renova que se comprometeu a pagar o valor. Entretanto, depois de ter conhecimento sobre a ação judicial que envolve as mineradoras e a própria Fundação, a Renova suspendeu o pagamento e disse que só seria repassado o valor se os municípios desistissem da ação.

“Isso é um grande absurdo, pois a Vale e a BHP estão interferindo na Fundação, elas não permitiram o pagamento e elas não podem fazer isso porque elas não fazem parte do TTAC (Termo de Transação e Ajustamento de Conduta)”, destacou Duarte Júnior de forma indignada.

Assim, os municípios vão entrar com um pedido no CIF para que o comitê possa levar isso ao Juiz da Décima Segunda Vara Federal com o objetivo de ser resolvido.

A Fundação que foi criada para defender e arbitrar a favor dos atingidos, está defendendo as empresas responsáveis pela tragédia.

Fonte: Jornal Ponto Final

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