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11/08/2017 08h21

Ônibus da Saúde rende mais um capítulo de polêmicas na Câmara de Vereadores

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O Ônibus da Saúde – transporte que leva pacientes de João Monlevade para tratamento médico em Belo Horizonte – ganhou mais um capítulo com polêmicas protagonizadas por vereadores. Os debates começaram com críticas do vereador Revetrie Teixeira (PMDB) ao fato de a prefeita de João Monlevade, Simone Carvalho (PSDB) anunciar a troca de um veículo de 26 lugares que fazia o transporte por outro de 45 assentos. Com isso, agora serão dois ônibus para as viagens diárias. Para o parlamentar, a troca não vai funcionar, porque os pacientes deixarão de ser levados até o local de destino (o que era feito com o micro ônibus). Ele argumentou que será preciso que os cidadãos providenciem condução própria para chegarem até aos hospitais.
 
Revetrie foi enfático ao criticar, além da troca, a ação de monitores que estariam apresando os pacientes para retornarem mais rapidamente das consultas devido a compromissos assumidos em João Monlevade. Ele chegou a chamar os servidores de “vagabundos” e que não estariam pensando no bem estar dos pacientes. Sinval Dias (PSDB), líder da prefeita da Câmara, chamou atenção do peemedebista e disse que ele poderia questionar o serviço, mas não se referir aos funcionários dessa maneira. Revetrie se retratou e admitiu o exagero.
 
Ânimos mais calmos, foi a vez de Belmar Diniz (PT) levar ao Plenário uma denúncia do esquecimento de oito pacientes em Belo Horizonte. Ele recebeu a informação de uma cidadã que estava na plateia. Tão logo o petista falou sobre o assunto, a base governista tratou de desmentir a questão. Mais uma vez Sinval Dias interviu e disse que o fato “seria fofoca para virar manchete de jornal”. Com Casa cheia devido a entrega de homenagem, o tucano passou a gesticular e tentou interromper a fala de Belmar alegando não ser verídica a informação.
 
Posteriormente, Belmar se defendeu afirmando que levou o assunto à Tribuna com intuito de que a questão fosse apurada. Sinval então tratou de afirmar que os pacientes não foram deixados para trás. Segundo o vereador, os pacientes retornaram da capital numa van porque a barra de direção do ônibus quebrou.
 
O também tucano, Guilherme Nasser, chegou a defender o colega petista, pontuando que também ouviu a denúncia da cidadã. “Da forma que ela nos contou, não poderíamos deixar passar batido. É uma questão a ser averiguada”, disse. 

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