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30/06/2017 09h44

Pacientes são esquecidos pelo "Ônibus da Saúde" em BH e voltam para João Monlevade de carona

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Dois pacientes de João Monlevade que foram a consultas médicas em Belo Horizonte tiveram uma surpresa nada agradável. Eles foram esquecidos na capital mineira pelo “Ônibus da Saúde” e voltaram para casa depois de uma carona no ônibus da prefeitura de Manhuaçu. O caso foi confirmado pela administração de João Monlevade. A prefeita Simone Moreira (PSDB) determinou reunião com a secretária de Saúde, Andréa Peixoto, e com os três monitores do ônibus para tratar sobre o assunto.
 
O “Ônibus da Saúde” faz viagens diárias para Belo Horizonte com pacientes de João Monlevade que precisam de tratamento médico ou exames na capital. O transporte monlevadense sai pela manhã e retorna por volta das 17h.
 
O fato de usuários serem deixados para trás não é novo, segundo o vereador Belmar Diniz (PT). Ele pontuou sobre o assunto durante a última reunião da Câmara Municipal, na quarta-feira (28) e disse que os casos são reincidentes.
 
O parlamentar peemedebista Revetrie Teixeira, que é funcionário Público, lotado na Saúde, foi além e afirmou que reclamações do tipo passam de 40. Todas elas, de conhecimento da administração municipal. Ainda segundo o vereador, falta suporte aos monitores que trabalham no transporte. “Os monitores estão errando muito, mas falta suporte a eles. Estou sabendo que até o telefone celular coorporativo foi cortado. A prefeita [Simone Moreira] falou várias vezes que não aceitaria serviço ruim, mas as reclamações continuam”, ponderou.
 
Thiago Araújo (Titó-PMDB) também comentou sobre a questão e disse ser necessários chamar os responsáveis pelos serviços na Câmara para que eles expliquem o que ato tem acontecido. “Podemos ficar tranquilos com essa denúncia. É muito grave”, falou.  Os fatos serão encaminhados à Comissão de Saúde do Legislativo para providências.
 
Consultórios mofados
 
Outro ponto na saúde que foi alvo de denúncia por parte do vereador Belmar Diniz são consultórios médicos cheios de mofo. As salas ficam na Policlínica e, uma delas é usada para atendimento a crianças e outra para vacinas. O vereador criticou a situação e a caracterizou como “absurda”. “Não é implicância, mas basta limpar o mofo para evitar até mesmo complicações na saúde das crianças”, disse o petista que completou: “médicos estão tendo que usar máscaras para fazer o atendimento. É lamentável”.  
 
A situação da Policlínica, segundo o vereador Guilherme Nasser (PSDB) não é de agora. “A denúncia é fundamentada e precisamos solucionar isso”, argumentou. Segundo informações, o posto de saúde que fica na região central de João Monlevade deve passar por reforma nos próximos meses. 
 
Foto: assunto foi debatido entre os vereadores de João Monlevade

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