Bom Dia - O Diário do Médio Piracicaba

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09/01/2015 10h00

Unificação de serviços e déficit financeiro são temas de assembléia do HM

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Lucien Marques abandonou o “barco”, a unificação tão pregada pelo PSDB quando oposição, agora virou “novela”, o repasse dos municípios ao Margarida não equilibra as contas e o déficit continua assombrando a instituição de saúde monlevadense.

O Conselho da Associação São Vicente de Paula, mantenedora do Hospital Margarida, realizou Assembléia na noite da última terça-feira, 6.  Dentre os assuntos tratados estava a composição da diretoria do Conselho, uma vez que o segundo presidente Lucien Cosme, entregou uma carta renunciando ao cargo. Após aprovação do nome a atual diretoria do Conselho tem como segundo presidente Paulo Afonso Domingues, mantendo inalterados os nomes dos demais cargos.

Paulo Afonso Domingues, 61, é natural de João Monlevade, aposentado e já integra o Conselho há 2 anos.

Ainda durante a Assembléia o provedor da unidade, José Alberto Grijó, informou que as negociações com os prefeitos das cidades da região se definiram. Os municípios irão efetuar o repasse para o Hospital Margarida no valor de R$0,50 por habitante, com previsão do repasse já para o mês de janeiro.

“Esse valor chegará aproximadamente a R$70 mil, o que não cobrirá os custos, já que mensalmente o déficit chega a R$250 mil”, esclareceu José Alberto lembrando que o valor tende a reduzir pois além do repasse das prefeituras outras medidas estão sendo tomadas com este objetivo.

O Provedor informou que em relação a mediação sanitária os documentos comprobatórios do déficit já estão com a Promotoria Pública.

Sobre a unificação dos serviços de urgência e emergência, ele declarou que após várias reuniões e discussões sobre a maneira como deveria ser a unificação, já em fase de formatação, inclusive com alterações na estrutura física do hospital para receber os serviços, as reuniões foram suspensas sinalizando que a unificação não deve se concretizar no momento.

O contador Ledes Cota Júnior expôs sobre a atual situação financeira do Hospital Margarida, apresentou o fluxo de caixa e o déficit mensal. Após a análise dos dados o contador relatou que o grande desafio para o mês de janeiro é o gerenciamento do fluxo de caixa negativo, salientou também que se o recurso prometido tivesse ocorrido em tempo hábil, a situação estaria melhor.

No encerramento da Assembléia, José Alberto Grijó disse que toda a diretoria está empenhada em trabalhar para sanar as dificuldades enfrentadas buscando novas parcerias visando a manutenção da qualidade dos serviços prestados pela instituição à população de Monlevade e região. “Ressaltamos que toda a atitude em reuniões da Diretoria da Associação São Vicente de Paulo, estavam acima de qualquer interesse, as ações sempre foram pautadas para o bem estar da população que utiliza os serviços do hospital e a manutenção da instituição” afirmou o provedor. 

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