Bom Dia - O Diário do Médio Piracicaba

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12/11/2013 12h15

Polícia Civil faz a reconstituição de homicídio em Rio Piracicaba

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A Polícia Civil de João Monlevade fez a reconstituição de um assassinato, ocorrido em 2010 na localidade de Limeira, próximo ao distrito do “Jorge”, zona rural de Rio Piracicaba.

O autor Ailton Ciriaco, 37, “Curinga”, é acusado de matar a facadas Antônio Teixeira Coelho, 71, que era avô de uma menor, na época com 14 anos, e uma tentativa de homicídio contra a adolescente, tudo porque ele não se conformava em não ter o “amor” correspondido, e nem ter a aprovação da família da jovem para o relacionamento.

Depois desses crimes, Ailton ficou foragido até o dia 20 de março de 2012, quando foi preso, também em Limeira, após tentar matar, mais uma vez, a adolescente e a mãe dela, usando uma arma de fogo.

Ela foi alvejada com um tiro no rosto e outro de raspão. A mãe dela foi atingida com um tiro nas nádegas.

O autor foi capturado pela PM de Rio Piracicaba e se encontra preso no Presídio de João Monlevade. Ele se recusou a participar da reconstituição do crime, alegando que não queria relembrar o caso.

A reconstituição foi supervisionada pela Delegada Regional Joyce Carlos da Mota Figueiras, da 4ª Delegacia Regional de João Monlevade e comandada pelo Chefe da Perícia Técnica da Polícia Civil, Célio Augusto de Lima e ainda com a participação da investigadora Tatiani Aparecida de Freitas Melo.

A menor, hoje com 17 anos, e a avó participaram da reconstituição do assassinato de Antônio Teixeira.

 

Relato

Elas contaram que no dia do crime estavam em um culto na igreja Assembleia de Deus, que fica apenas a alguns metros da casa onde ocorreu o crime. Após o culto, a menor teria ido até a casa, onde deparou com Ailton escondido, debaixo de uma cama, armado com uma faca e um bastão de madeira.

Ele teria furado um buraco na parede de um dos quartos, para entrar na casa. Assustada ela correu para pedir ajuda.

Quando os avós chegaram à residência, Ailton passou a desferir golpes de faca e pauladas contra o idoso.

Ele foi golpeado várias vezes com a faca e pauladas, pelo autor.

Ele chegou a ser socorrido ao hospital de Rio Piracicaba e depois para o João XXIII, em Belo Horizonte, onde morreu 20 dias depois.

Vicência Ana da Silva Coelho, 72, contou que ao ver o marido sendo agredido pelo assassino, investiu contra ele, e conseguiu retirar a pedaço de madeira que ele usava.

Ailton então correu atrás da menor para matá-la, indo até a casa de um vizinho, onde a menor tentou se refugiar e a segurou pelo pescoço, golpeando-a três vezes com a faca no ombro e no braço. Mesmo ferida, a vítima conseguiu fugir de volta para a casa dos avós, e mais uma vez, foi perseguida pelo assassino, que antes dela entrar na casa, ele a segurou e a golpeou mais duas vezes. A menor contou que caiu e simulou que estava morta. Ailton então fugiu do local e, na época, não foi localizado.

 

Reconstituição

Os policias civis Fernando Linhares e Reginaldo de Vasconcelos, se passaram pela vítima e autor, respectivamente.

Francisco Pantuza Antunes, Defensor Público da Comarca de Rio Piracicaba, advogado do autor, acompanhou toda a reconstituição.

Segundo ele, foi nomeado pela Justiça para defender Ailton, que vai a júri popular no próximo dia 20 de novembro no Fórum de Rio Piracicaba.

Segundo a polícia, a reconstituição foi uma determinação da Justiça, uma vez que na época não foi feita perícia no local porque Antônio Teixeira morreu 20 dias após o crime.

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